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Artigos

6 meios de aprender idiomas com literatura (o 5º é meu favorito)

Nada melhor do que um excelente livro... E se esse livro for em uma língua estrangeira? Melhor ainda! Com ele, vamos aprender muito. Tanto as lições do próprio livro, quanto o idioma em que ele está escrito. Continue a leitura [...]

Literatura

A literatura é realmente um mundo à parte, a verossimilhança torna tudo possível e as lições que podemos extrair dos livros são incrivelmente valiosas. É claro que um livro não é apenas conteúdo, é também forma. Ele é escrito em um determinado idioma e nele estão as palavras escolhidas pelo seu autor, palavras que foram pensadas e repensadas, para que só restassem as melhores no papel. Eu sei, nem sempre é assim. Principalmente em nossos tempos, em que se escreve muito (e, às vezes, apenas) por dinheiro. Porém, mesmo nesses escritos, ainda existe a forma, não tão bem trabalhada quanto nos livros excelentes, mas pode ser suficiente para o nosso objetivo, o de estudar idiomas a partir de obras literárias.

Neste artigo, apresentarei 5 formas bem simples, que você pode começar a colocar em prática ainda hoje. A primeira forma é a mais utilizada: eu leio e busco o vocabulário que desconheço; a segunda é o que chamei de leitura comparada, que é simplesmente ler o original e tradução ao mesmo tempo; a terceira talvez seja a mais divertida: ler quadrinhos; a quarta forma é a que mais gosto: ler com áudio; e, finalmente, a quinta é a que menos recomendo, mas que ainda é altamente praticada: a leitura facilitada. Espero que goste do artigo!

1. Leitura em busca de vocabulário

Este é o meio mais simples e, creio eu, o mais utilizado. O método consiste simplesmente em ler os textos, sublinhar o vocabulário desconhecido e buscar essas novas palavras no dicionário, anotando seu significado em seguida. Eu mesmo já usei bastante esta forma, só que com algumas adaptações que melhoraram os resultados consideravelmente.

O maior erro de quem utiliza este método é anotar o significado das novas palavras em um caderno qualquer e depois esquecê-lo em alguma gaveta. Fazendo isso, você só terá acesso àquele vocabulário uma única vez e todo seu esforço será perdido. O ideal é que, como já falei no vídeo sobre organização, você mantenha um caderno até o fim, até que ele esteja completo. Neste caso, você misturar tudo o que você estuda, mas isso não será nenhum problema, pois estará tudo lá e facilmente acessível. Quando o caderno acabar, eleja um novo e assim sucessivamente.

Uma segunda estratégia para que seu trabalho dê mais frutos é o de manter um caderno de bolso. Como assim? Um caderno pequeno, que caiba em seu bolso, para que você possa carregá-lo com você naqueles períodos em que você estiver estudando determinado conteúdo. Sempre que viajo, compro um kit de cadernos desse tipo, pois no Brasil ainda são muito caros. São os famosos Moleskine (link afiliado). Óbvio que você não precisar usar exatamente esses, mas deve buscar sempre algo nesse estilo: pequeno e confortável de levar no bolso (ou na bolsa). Assim, enquanto espera na parada de ônibus, no próprio ônibus, no metrô, em uma fila de banco, em uma sala de espera… seja qual for seu momento de ócio, você poderá reler suas anotações.

Um dos meus moleskines...

Um dos meus moleskines… Já com marcas de uso…

 

Vocabulário de alemão do Moleskine

Vocabulário de alemão em inglês, de uma biografia de Hermann Hesse

Atualmente, temos uma outra excelente opção virtual: o Evernote. É um caderno virtual que também funciona em seu celular, no qual você pode gravar notas em textos, fotos, áudios, salvar links para futuras referências, etc. Nada mais prático para os dias de hoje, não é? Eu também faço uso desse aplicativo, mas durante minhas aulas, para compartilhar conteúdo facilmente. Meu uso pessoal é muito pouco assíduo. Porém, nada impede que você se empolgue e comece a usá-lo agora mesmo.

Uma outra forma de tentar manter tudo na cabeça é usar um aplicativo web que tem feito grande sucesso entre os estudantes de idiomas: o memrise. Este aplicativo usa um método chamado repetição espaçada, que nada mais é do que a prática a partir de uma série de flashcards e a repetição daqueles que não foram memorizados com sucesso, isto é, aqueles que você errou mais. Para criar um curso, é bem simples, basta acrescentar as palavras que você deseja estudar com suas definições. Não é difícil usar o site, ele já vem, inclusive, com várias lições prontas e em diversos idiomas, esperando só por você. Vale a pena dar uma conferida.

2. Leitura comparada

Essa segunda estratégia não é tão utilizada, por ser bastante trabalhosa, mas os frutos podem realmente valer a pena. Chamo de leitura comparada quando lemos o original e uma tradução ao mesmo tempo. Confesso que não li tantos livros dessa forma e que só usei para o alemão, língua que ainda não domino, mas que tenho estudado há algum tempo. Um dos livros que li dessa forma foi o “Der Steppenwolf” (O lobo da estepe). A leitura, é claro, toma mais do que o dobro do tempo que o normal, porque não vale apenas ler, é preciso anotar!

Der Steppenwolf e o Lobo da estepe

Der Steppenwolf e o Lobo da estepe

Anotar o quê? Ora, anotar trechos que tenham chamado a atenção, anotar comentários, anotar vocabulário, tudo o que for ajudar você a aprender ainda mais. E, como sempre, as anotações precisam ser em um caderno confiável, para você poder consultar sempre que quiser. Parece loucura ler dois livros ao mesmo tempo, mas é uma experiência muito interessante e agradável! Imagine você poder ler no original aquela obra que você tanto quer, mas que ainda não tem condições de ler sozinho… Maravilha, não é?

E por falar em anotações, compartilho uma parte do meu caderno com você. Tem alguns rabiscos e provavelmente alguns erros, mas é assim que as coisas funcionam. Essas anotações são de outro livro, mas do mesmo autor: Siddhartha, de Hermann Hesse, meu escritor preferido em alemão. Veja que há diversos comentários sobre a narrativa e apenas dois trechos do livro nesta página. Tentei escolher uma página que não estivesse tão rabiscada e que ainda tivesse uma citação em alemão do caderno que comprei na Alemanha. 😉

Anotações sobre Siddhartha

Anotações sobre Siddhartha – Alemão e Português

3. Leitura de livros bilíngues

Uma outra forma de ter esse mesmo efeito e aplicar essa mesma estratégia é usar livros bilíngues. Fica até mais fácil, porque só é preciso manejar um volume. As anotações continuam da mesma forma: sempre em um caderno confiável e sempre extraindo trechos, frases interessantes e novo vocabulário.

O primeiro livro que li em francês foi assim. Tinha acabado de entrar na universidade, nunca tinha feito um curso de francês na vida e só sabia o suficiente para ter passado no vestibular porque tinha estudado durante 3 meses em um livro chamado “Hugo – French in three months”. Só faltavam 3 meses para o exame e era muita coincidência ter encontrado justamente este livro! Digressões à parte, eis o livro que li em edição bilíngue:

Une saison en enfer

Rimbaud: Une saison en enfer – Uma temporada no inferno

Caso esteja interessado no livro de Rimbaud, basta clicar aqui (link afiliado). Esta é exatamente a mesma versão que li há 8 anos, edição pocket, bilíngue e com um preço bem acessível.

4. Leitura de quadrinhos

É verdade… Comecei a ler em francês com Rimbaud, mas não comecei italiano com Ungaretti. Tinha apenas 9 anos quando iniciei meus estudos da língua italiano e, na época, era um leitor voraz de quadrinhos. No Natal dos meus 10 anos, recebi um grande presente, que meus pais esconderam de mim: uma série de revistas em quadrinho em italiano, que a família italiana tinha me enviado via correio. Que felicidade! Imagine só. Agora, poderia ler o que mais gostava, na língua que estava aprendendo! Fiquei realmente maravilhado de como aquelas revistas tinham chegado até mim, de uma Itália tão distante… Esta revista já está bem velhinha, não é? Só faz 18 anos que a tenho.

Ler em quadrinhos: Topolino

Ler quadrinhos em italiano: Topolino

Lia realmente bastante. Até hoje gosto de ler quadrinhos, não exatamente revistas em quadrinhos, mas tirinhas. A associação imagem-texto facilita enormemente a compreensão e cria um efeito maravilhoso no leitor! Além do mais, algumas tirinhas despertam uma sensibilidade tão grande quanto uma bela frase em um livro. É uma forma divertida de estudar, com inteligência e humor. Vale a pena dedicar um tempinho para ler tirinhas em outros idiomas. Em um próximo post, posso indicar as minhas favoritas. Por enquanto, fique apenas com essa, em espanhol:

De todas las mentiras

De todas las mentiras

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5. Leitura com áudio

Chegamos ao meu método favorito! Ler com áudio. Pretendo lançar um vídeo em breve indicando várias páginas em que você pode baixar livros narrados gratuitamente. Por falar em vídeos, já assistiu aos que estão disponíveis no blog? Ainda não? Clique aqui. Voltando ao assunto… Ler com áudio é uma das melhores formas que encontrei para estudar um idioma. Da mesma forma que com a leitura comparada, você deve estar pronto para gerir dois volumes, neste caso, duas mídias. Mas, eu garanto, nada melhor do que ouvir a leitura de um nativo, enquanto você acompanha o texto.

A associação palavra-pronúncia se fortalece e você começa a perceber que estava pronunciando palavras incorretamente ou que aquela palavra possui mais de uma pronúncia. Já relatei um pouco dos benefícios de se ler dessa forma em outro artigo, em que falava de estudar com poemas. Apesar do livro ser (quase) sempre mais longo do que um poema, ainda é possível acompanhar a leitura com uma certa facilidade. Um outro benefício é você poder voltar o áudio quando quiser, para tirar uma dúvida de pronúncia.

Ouvir e ler ao mesmo tempo é apenas uma questão de hábito, a adaptação é mais rápida do que se imagina.

Sei que pode parecer loucura, parece que você não vai conseguir se concentrar nos dois ao mesmo tempo, mas, se você tentar, verá que não é bem assim. É uma questão de hábito. Comece a estudar agora e você verá que a adaptação é mais rápida do que imagina.

Ah, uma outra observação: esse método também funciona muito bem para quando você está conseguindo se concentrar em um livro muito chato, exigido pela universidade, por exemplo. Nem conto quantos livros eu já li assim e por esse motivo: de Shakespeare a Baudelaire, todos os que considerei chatos ou difíceis foram lidos exatamente assim. E este site me ajudou muitíssimo nessa tarefa: LibriVox. Nele, você encontra livros nos mais variados idiomas e dos mais variados autores. Claro que são apenas autores clássicos, mais antigos, porque suas obras já não podem mais ter direitos autorais.

6. Leitura de livros facilitados

E, para finalizar, um dos meios que não recomendo tanto, mas de que alguns estudantes gostam bastante: a leitura facilitada. Por ser facilitada, ela poder ser bem artificial. Mas o grande benefício é que o livro é construído com o objetivo de ensinar o idioma. Muitos deles possuem exercícios de compreensão e alguns exercícios de gramática e de vocabulário.

Um segundo ponto positivo é a possibilidade de ler com áudio, pois a grande maioria desses livros vêm com CD. Dessa forma, você pode aplicar minha estratégia favorita, a de acompanhar a leitura em voz alta do texto, feita por um nativo. Vou deixar duas sugestões de leitura em inglês: uma para o nível básico (Elementary) e outra para o nível intermediário (Itermediate): The Stranger – Elementary- Book With Audio Cd e Sense And Sensibility – Intermediate – With audio CD (links afiliados). O primeiro é da Norman Whitney e, o segundo, da Jane Austen.

Essas leituras adaptadas não existem apenas em inglês, basta procurar e você vai achar em vários outros idiomas. Como não tenho tanto interesse, não busco tanto, mas já consegui vários desses livros em alemão (para mim) e em italiano (para meus alunos). Em francês, também há uma coleção chamada Français facile.

Espero que tenha gostado das dicas que apresentei. Gostaria de saber o que você achou. Deixe o seu comentário por aqui com a certeza de que será respondido! Um grande abraço e até a próxima!

 

Sobre o autor | Website

Igor Barca domina inglês, francês, italiano e espanhol e estuda alemão e japonês. Sua missão é aprender ao menos 10 idiomas e ajudar você a aprender também!

2 Comentários

  1. Cecilia says:

    Adorei o post, obrigada pelas dicas. Também sou professora, falo 3 idiomas e estudo 2. Em espanhol, aprendi muito com a Mafalda, o Condorito, o Gaturro, os quadrinhos da Maitena… Poderia me indicar algum em italiano e francês? Obrigada!

    • igorbarca says:

      Oi, Cecilia! Obrigado pelo comentário! Há um quadrinho em francês que adoro e que se chama “Le chat”, de Philippe Geluck (www.geluck.com). É claro que ainda temos Astérix e Tintin. Em italiano, não há tantos famosos assim: Diabolik e Tex são os mais conhecidos. Conhece algum deles? Em breve, vou escrever um artigo apenas sobre quadrinhos. Aguarde! 😉

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