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Artigos

10 motivos para você aceitar um desafio linguístico

Um desafio linguístico é uma firme tomada de decisão em aprender um idioma em um determinado espaço de tempo. O prazo de 3 meses é o mais utilizado, mas nada impede que você estabeleça um prazo diferente.

japanese-language-challenge

Uma foto e um desafio.

Você já sentiu que poderia aprender mais e com ainda mais motivação? Você acreditaria se eu dissesse que existe uma forma simples e gratuita para atingir excelentes resultados em um curto espaço de tempo?

Ao longo do artigo, eu cito 10 motivos que levam o desafio linguístico (ou language challenge, em inglês) a ser uma das formas mais eficazes para estudar um idioma:

1. Você pode aprender um novo idioma ou melhorar algum que já conheça;
2. Você estabelece um prazo de acordo com o seu ritmo;
3. Você estabelece um objetivo específico;
4. Você monta a sua própria rotina de estudos;
5. Você cria um roteiro de aprendizagem;
6. Você comemora cada vitória;
7. Você recebe apoio de um grupo;
8. Você descobre novos recursos;
9. Você se conhece melhor;
10. Você retira forças de onde não tem.

Continue a leitura do artigo para entender melhor como um desafio linguístico pode contribuir para sua aprendizagem de idiomas.

Você vai perceber que para fazer tudo o que foi descrito acima, não é preciso, necessariamente, aceitar um desafio, mas também vai enxergar que esses benefícios são amplificados pelo simples fato de ter tomado uma firme decisão.

1. Você pode aprender um novo idioma ou melhorar algum que já conheça

Há algum tempo, tenho visto desafios linguísticos na internet e por vezes até acompanhado alguns deles. Eles sempre me pareceram interessantes e estimulantes. Acompanhar a evolução de quem começou estudando um idioma do zero e que, após o período estabelecido, conseguiu atingir o seu objetivo é sensacional. Decidi que também entraria no jogo e que me proporia um desafio.

O idioma que escolhi foi o japonês, por alguns motivos: vou ter que partir praticamente do zero, sempre admirei o Japão e a sua cultura sempre me fascinou. Este ano, como já comentei aqui no blog – postando, inclusive, algumas fotos – tive a oportunidade de visitar o Japão e voltei de lá com muita vontade de estudar a língua japonesa.

Eu poderia, por exemplo, ter escolhido o alemão, idioma de que já possuo algumas noções básicas. Assim, deslancharia de vez e o aprenderia finalmente. Também poderia ter escolhido o italiano, que está meio adormecido, apesar das constantes leituras nesse idioma. Mas resolvi que aprenderia o japonês.

Essa é a primeira fase do desafio: escolher que idioma você deseja aprender ou aprimorar. Escolher também é preterir, é deixar de escolher todas as outras opções que você cortou de sua lista. Fiz um curto vídeo em que explico um pouco sobre o desafio:

No site do poliglota Benny Lewis, Fluent in Three Months, ele registrou diversos desafios. Um deles é relacionado ao japonês. Dá só uma olhada!

Não pretendo gravar tantos vídeos assim. Quero registrar apenas meus dias 0, 30, 60 e 90. Inicialmente, serão quatro vídeos no total, mas estou certo de que acabarei publicando mais. Esta semana, o primeiro já vai ao ar. Inscreva-se no canal para acompanhar.

2. Você estabelece um prazo de acordo com o seu ritmo

cronometro

Estabelecer prazos nos motiva.

Nós precisamos de prazos. Infelizmente, essa é uma grande verdade. Quando temos um prazo, parece que vemos uma luz no fim do túnel que nos motiva a terminar aquela tarefa, nem que seja só para se livrar dela. Felizmente, nunca precisei aprender um idioma do qual eu não gostasse, mas imagino que existam situações do tipo em que alguém se muda para um país estrangeiro e precisa aprender um novo idioma custe o que custar, mesmo sem gostar.

Nossa imaginação nem precisa ir tão longe. Basta pensarmos em nossos trabalhos escolares: quais atividades eram prioridade em nossa lista? As que deviam ser entregues em um prazo mais curto, certo? E o que acontecia com aquelas que tinham um prazo de entrega mais longo? Eram entregues de última hora! Eu poderia excluir o adjetivo escolares da frase e incluir todo e qualquer tipo de trabalho e o pensamento continuaria sendo válido. 

Quando temos muito tempo, não sabemos direito o que fazer.

Outra verdade a respeito de prazos é que, quando temos muito tempo, não sabemos direito o que fazer. Os prazos nos movem e nos motivam. Somos tão acostumados a dar respostas ao que a rotina nos impõe propõe que, quando temos escolha, não sabemos direito por onde começar. Mas esse é assunto para nossos próximos tópicos.

3. Você estabelece um objetivo específico

Nada pior do que não saber para onde ir. Depois de ter ouvido uma palestra com o filósofo Leandro Karnal, em que ele citava “Alice no país das maravilhas”, sempre que penso em escolher um caminho, esse trecho me vem à lembrança:

cat-smile-alice

Além do prazo, é preciso ter um objetivo claro: atingir determinado nível de fluência, saber se virar com frases de viagem, entender um filme sem legendas… Seja qual for o seu objetivo, ele precisa estar bem definido.

Meu objetivo neste desafio é alcançar o nível A2 em língua japonesa. Mas o que isso significa? Esse nível vem de um quadro comum de referência criado pela comunidade europeia, para facilitar o ensino e a aprendizagem de idiomas dentro da própria comunidade.

Para cada nível, estabeleceu-se competências: o falante pode entender tal coisa, se comunicar de tal maneira, descrever tais conhecimentos, etc. A ideia foi tão válida que acabou se expandindo para outros idiomas e hoje o quadro é aplicado para quase 40 idiomas! Aqui você encontra um artigo na Wikipedia com mais informações sobre o quadro (em portuguêsem inglêsem francêsem italianoem espanholem alemão).

E abaixo estão as competências do nível que pretendo atingir no japonês, o nível A2:

  • Pode entender frases e expressões relacionadas a áreas familiares ao usuário, como informações pessoais e familiares básicas, compras, geografia local, emprego.
  • Pode se comunicar de maneira simples em situações familiares que requerem troca de informações curtas e precisas.
  • Pode descrever de maneira superficial aspectos sobre seus conhecimentos, ambiente onde vive e necessidades imediatas.

4. Você monta a sua própria rotina de estudos

Para se aprender um idioma, é preciso dedicação e organização. Para unir esses dois elementos, nada melhor do que criar um rotina de estudos. Você pode estudar sozinho (autodidata) ou em uma escola de idiomas (eu recomendo o Estude Idiomas, com aulas online via webconferência).

Independente de como você decida estudar, com ou sem orientação, você não deve escapar dos estudos. Não adianta apenas frequentar as aulas e acreditar que vai aprender por osmose. É realmente necessário investir algum tempo de seu dia em sua aprendizagem.

Criar um hábito é fundamental para quem deseja avançar nos estudos.

Uma rotina ajuda muito, pois seu cérebro e corpo funcionam melhor quando você estabelece horários regulares em prazos igualmente regulares. Como assim? Estudar 30 minutos segunda, quarta e sexta;  estudar 2 horas por dia; ou, ainda, estudar a cada 2 horas durante um semana. Você precisa descobrir o que funciona melhor para você.

Isso serve para qualquer disciplina que você deseje estudar ou qualquer hábito que queira desenvolver (fazer exercícios regularmente, por exemplo). Porém, em um desafio, você possui um prazo e, com um prazo determinado, você precisa se planejar bem. E eis chegamos ao próximo tópico.

5. Você cria um roteiro de aprendizagem

Lembra das aulas de física em que a velocidade era calculada como espaço/tempo? Essa regra também vai funcionar aqui, mas de uma forma diferente. Quando temos um determinado tempo para cumprir uma tarefa e um determinado número de conteúdos a cumprir, precisamos considerar os dois fatores.

A nossa fórmula de velocidade será conteúdo/tempo. Seja a sua velocidade de 2 livros/mês ou de 1 livro/semana, você precisa se organizar, rs. Neste vídeo, eu apresento algumas dicas de organização de estudos. 

O primeiro passo para começarmos, se você já viu o vídeo, é começarmos. Depois, precisamos escolher materiais de estudo. Essa escolha será o nosso roteiro de aprendizagem: vou estudar este capítulo, ouvir este CD, fazer estes exercícios e, em seguida,  ler aquele blog. O ideal é traçar um roteiro para cada dia de estudo.

Criar um roteiro de aprendizagem é uma das formas mais eficazes para se aprender idiomas.

A criação de um roteiro de aprendizagem é realmente muito eficiente e fundamental! No curso Missão Poliglota, que vou lançar muito em breve, eu apresento essa e outras técnicas. Clique aqui para fazer sua pré-inscrição e receber uma vídeoaula gratuita!

Já escolhi os materiais que vou utilizar para estudar japonês e tracei alguns roteiros. Nos próximos dias, vou revelar quase tudo. Ter um objetivo tão grande quanto atingir um determinado nível de fluência pode nos desmotivar. É preciso, então, criar objetivos menores dentro de seus roteiros.

6. Você comemora cada vitória

Um objetivo muito grande é difícil de ser alcançado, é preciso dividí-lo em pequenas partes para poder curtir o caminho. Falando em caminho, há um outro livro que vem à memória: The missing piece. Tive a sorte de encontrá-lo em vídeo:

Assim como o personagem do livro, você deve curtir o caminho, estabelecendo checkpoints e comemorando-os! Assim, você vai ganhando mais motivação e começa a focar em objetivos mais concretos e a diminuir a ansiedade.

Imagine acordar todos os dias pensando: “Preciso aprender francês!” e ir dormir sem ter aprendido francês… Que decepção… :( Muito melhor é pensar  “Preciso aprender o passé composé!” e, ao final do dia, comemorar por tê-lo aprendido! :)

Esses pequenos objetivos também servem como pontos em sua caminhada em que você vai parar para rever o seu roteiro e se autoavaliar. Como está meu desempenho? Preciso mudar algo em minha estratégia?

Seria bom ter alguém para conversar, não é? E que tal alguém que também esteja trilhando o mesmo caminho? Vamos conversar sobre isso no próximo tópico.

7. Você recebe apoio de um grupo

Na internet, há alguns sites que oferecem este serviço: uma comunidade composta por membros que dividem o mesmo objetivo, que estão se desafiando e ajudando uns aos outros, apresentando dicas e críticas. Alguns destes serviços são pagos, outros são gratuitos.

language-challenge

The most challenging challenge on the internet.

O Mypolyglot.com é um site muito bem estruturado e que oferece este tipo de apoio gratuitamente! O fundador do site, o poliglota Jimmy Mello, criou um grupo no Facebook para reunir estudantes de idiomas e poliglotas experientes, tudo para dar a você o suporte necessário para enfrentar este desafio. É tudo gratuito e você pode conferir como aderir ao grupo nesta página

Resumindo as informações: O desafio começa no dia 1º de novembro e recebe inscrições até hoje (29/10)! Corra! Eu mesmo, inclusive, vou fazer parte deste grupo exclusivo, para ajudar e ser ajudado.

Convido você a juntar-se a mim e a aceitar o desafio! Caso tenha perdido o prazo, inscreva-se no formulário ao final do artigo e eu terei o maior prazer de avisar quando será a sua próxima oportunidade.

Um outro lado positivo de ingressar em uma comunidade como esta é descobrir novos recursos, novos livros e novos sites que nem nos demos conta que existem. Continue lendo.

8. Você descobre novos recursos

Você pode até achar que conhece bem o ambiente virtual, mas sempre há surpresas escondidas. Todos os dias, descubro coisas novas. E tenho certeza que ainda há milhares de sites a ser explorado. Quantas pessoas você acha que conhece o Missão Poliglota, por exemplo? Pouquíssimas.

O conteúdo do blog está ficando muito rico, mas, mesmo assim, recebo menos de 100 visitantes por dia. É verdade que comecei há pouco tempo e que se leva algum tempo para se tornar conhecido. Então, caso queira ajudar na divulgação, para que mais pessoas possam aplicar essas dicas em suas vidas e aprender melhor um idioma, eu ficaria realmente muito agradecido. 😉

Há aplicativos e sites para tudo: memorizar vocabulário, ensinar gramática, melhorar ortografia, indicar a pronúncia correta, mostrar definições, etc. Há realmente uma infinidade de recursos valiosos na internet, esperando para serem descobertos.

Ferramentas novas surgem todos os dias e é impossível conhecer tudo o que está disponível na rede. Além da comunidade do tópico anterior poder nos ajudar a descobrir mais recursos, a necessidade também nos leva a buscar novas ferramentas. Só sentimos necessidade quando estamos realmente estudando e só adquirimos experiência de estudo fazendo escolhas.

boas-escolhas-experiencia

Más escolhas nos trazem boas experiências.

Por falar em descobertas, a charge da experiência antecipou um pouco o nosso próximo assunto: o auto-conhecimento.

9. Você se conhece melhor

Depois de tanto tempo com você mesmo, você acaba se conhecendo melhor, entendendo melhor suas preferências, seus pontos fortes e seus pontos fracos. Isso expande (e muito) seus caminhos para a aprendizagem de novos idiomas.

Uma das melhores de estudar é fazer o que gosta!

Eu sempre digo que uma das melhores de estudar é fazer o que gosta. Neste artigo, eu trago sugestões sobre como praticar idiomas diariamente: lendo um poema, ouvindo uma música, alterando o idiomas dos dispositivos que você mais usa… Há vários modos de estudar, você só precisa ser criativo e conhecer melhor o que você curte fazer.

Claro que não devemos nos basear somente em nossas preferências. Às vezes, até gostamos de algo, mas aquilo não funciona, isto é, não nos faz aprender. Eu, por exemplo, aprendo algum vocabulário novo assistindo a filmes.

É realmente muito prazeroso, mas imagine ter que assistir a duas horas de diálogos para retirar 3 ou 4 palavras novas… É melhor assistir ao filme apenas por prazer, para se distrair e para aumentar seu nível cultural.

O esforço, muitas vezes, não compensa. O resultado poderia vir facilmente de um diálogo novo do método Assimil, por exemplo. É preciso concentrar nossas forças em uma estratégia mais eficaz.

10. Você retira forças de onde não tem

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Nosso objetivo está próximo…

O esforço para se aprender um idioma pode ser muito grande e nos deixar cansados, como em uma corrida. Começamos em ritmo acelerado, adotando bons hábitos, escolhendo excelentes recursos e, próximo ao fim do percurso, não vemos a hora de cruzarmos a linha de chegada.

Lembra da velocidade? Pois é. Ao fim do desafio, provavelmente, ela vai estar menor. Esse será o nosso fôlego final, aquela última força que nos resta e que utilizamos para atingir nosso objetivo.

Atividades físicas nos mostram isso com maior clareza: sempre podemos ir um pouco mais longe. Atividades mentais também possuem esse mesmo poder, é só saber como utilizá-las. Um desafio linguístico, por exemplo, pode mostrar que você é capaz de aprender qualquer idioma, desde que se organize, tenha disciplina e crie um roteiro corretamente.

Aplique essa ideia ao restante das atividades de sua vida e vai estar sempre motivado.

BÔNUS

11. Você atinge seus objetivos

Uhuuu! Você conseguiu! :)

Depois de aceitar e completar este desafio, você com certeza já estará pronto para um novo, seja ele linguístico ou não. Nada nos anima mais do que atingir uma meta e ainda mais quando ela vem acompanhada de tanto esforço. Mas tenha a certeza de que valerá a pena.

 

Analisando bem o que escrevi e vendo que o texto abarcou diversos aspectos do estudo de idiomas, principalmente o psicológico, creio que poderia mudar o seu título, acrescentar um segundo título possível ou fazer como Clarice Lispector em A hora da estrela e usar todos os títulos que vierem em minha mente. Não pretendo acrescentar mais doze nomes, como Clarice o fez, vou acrescentar apenas mais um:

10 motivos para você aceitar um desafio linguístico
ou
As 10 atitudes assertivas para se aprender um novo idioma

Essas atitudes não precisam estar presentes tão somente em um desafio linguístico, mas também em nossos estudos diários.

 

Para finalizar, gostaria de dizer que essas atitudes não precisam estar presentes tão somente em um desafio linguístico, mas também em nossos estudos diários. No entanto, como já disse anteriormente, essas atitudes e benefícios são amplificados pela presença de uma comunidade pronta para ajudar e motivar seus membros.

Ah, só uma última frase sensacional que revi outro dia, de um romance chamado Budapeste, que tem tudo a ver com o que conversamos até agora:

Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira.
(Chico Buarque)

 

Com relação ao meu desafio, vou postar minha evolução aqui no blog, mostrando os recursos que estou utilizando e dando ainda mais dicas para quem estiver estudando um idioma junto comigo. Não deixe de acompanhar! Um grande abraço e até a próxima!

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Sobre o autor | Website

Igor Barca domina inglês, francês, italiano e espanhol e estuda alemão e japonês. Sua missão é aprender ao menos 10 idiomas e ajudar você a aprender também!

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