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Artigos

Como aprender com seus erros e não errar mais (a mesma coisa)

Aprender um idioma também significa errar muito. E, já que o erro é inevitável, o melhor é aprender com ele para não repeti-lo mais. Mas como você pode se beneficiar de ter cometido alguns deslizes linguísticos? Continue a leitura!

Ideas

Quantas lâmpadas são necessárias para se fazer uma?

Thomas Edison, um dos maiores inventores de toda a história, talvez tenha sido o personagem que mais falou sobre o ato de errar. Não sei se realmente foi o que mais comentou sobre o assunto, mas as suas frases são, sem dúvida, as mais conhecidas.

Vamos ver o que ele dizia?

“Eu aprendi muito mais com os meus erros do que com meus acertos.”

“Uma experiência nunca é um fracasso, pois sempre vem demonstrar algo.”

Essas duas citações são bem interessantes e revelam um pensamento positivo em relação ao tema: um erro pode ser mais valioso do que um acerto, pois sempre nos traz uma lição quando aparece.

Quem nunca ouviu a história sobre a invenção da lâmpada?

Thomas Edison errou mil vezes antes de criar a lâmpada. Perguntaram pra ele: “Como foi errar mil vezes antes de criar a lâmpada?” Ele respondeu: “Eu não errei mil vezes, eu aprendi mil formas de como não se fazer uma lâmpada”.

Ora, se o erro é tão comum quanto dizem, por que temos tanto medo de errar?

Como professor, eu vejo que os alunos têm um medo enorme de errar. Quando erram e eu os corrijo, inventam mil justificativas para o erro, desde falta de atenção (“Foi falta de atenção…”) até falta de memória (“Hoje minha memória não está boa..”). É como um instinto de defesa.

Essa postura defensiva só aumenta a ansiedade e nos faz aprender ainda menos. Não preciso falar de todos os malefícios que a ansiedade nos traz, não é? Eles estão cada vez mais evidentes no mundo de hoje.

Além de causar estresse psicológico, essa postura ainda diminui a nossa autoconfiança, pois começamos a ficar ansiosos para acertar e acabamos paralisados, com medo de falar.

É preciso aceitar o erro, compreender que ele faz parte do processo de aprendizagem e passar a utilizá-lo como um aliado. Sei que você deve estar pensando: “Falar é fácil, quero ver ele fazer isso.”

Assim como você, convivo com erros diariamente. Estou sempre aprendendo algo novo, fazendo conexões com assuntos antigos e supondo milhares de fatos. Não erramos apenas quando estudamos um idioma, mas em diversos aspectos da nossa vida.

“Um homem nunca deve sentir vergonha de admitir que errou, o que é apenas dizer, noutros termos, que hoje ele é mais inteligente do que era ontem.” – Alexander Pope

Filosofia demais? Talvez. Então, deixe-me explorar o que realmente interessa a este espaço virtual: a aprendizagem de idiomas. Tudo o que eu disser daqui pra frente vai estar relacionado com línguas estrangeiras. Vou mostrar como você pode fazer para aproveitar melhor os seus erros e como eu lido com os meus.

Preparado? Então, continue a leitura.

 

1. Minha missão atual: aprender japonês em 90 dias

Caso acompanhe o blog há algum tempo, você já deve saber que tenho me aventurado no idioma nipônico há quase um mês, em um desafio de 90 dias, organizado pelo site Mypolyglot.com (www.mypolyglot.com). Porém, se ainda não me conhece, dê uma olhada nesta página e entenda melhor sobre o que estou falando.

O primeiro mini-desafio era gravar um vídeo se apresentando. Escrevi algumas frases no computador, me preparei e gravei um vídeo de 40 segundos. Nunca imaginei que poderia haver tantos erros em um espaço de tempo tão curto.

Um colega que também está participando do desafio, aprendendo grego, já está bem evoluído no estudo do japonês e decidiu me ajudar. Ele listou os meus erros e indicou como deveria fazer para consertá-los.

No início, eu fiquei um pouco triste, porque achava que tinha feito um bom trabalho. Logo em seguida, porém, percebi que era uma ótima oportunidade para aprender. E o que foi que eu fiz? Gravei um novo vídeo sem erros!  

Essa atitude me fez aprender várias expressões novas e abandonar os erros anteriores. Muitas vezes acontece de desperdiçarmos correções. Quando você é corrigido, por exemplo, o que você faz?

Quando ensinava em sala de aula, a maioria dos meus alunos pegavam as redações e provas corrigidas, as colocavam dentro do livro e nunca mais olhavam para elas, a não ser quando era hora de fazer uma faxina em papeis antigos. Neste caso, iam para o lixo.

Mesmo que, durante a aula, eu insistisse em comentar sobre a prova (ou exercício) e em apontar os erros mais comuns, eles nunca eram bem aproveitados individualmente.

Hoje, no Estude Idiomas, escola virtual em que ensino inglês, francês e italiano, posso trabalhar melhor as imprecisões dos meus alunos, já que dou aulas particulares e tenho estado cada vez mais consciente do papel dos erros na aprendizagem.

Tanto que, quando tive que produzir um segundo vídeo para o desafio, recorri ao mesmo colega anterior, pedindo para que ele corrigisse o meu texto antes de gravar o vídeo. Depois de analisar bem minhas incorreções e de tentar descobrir porque as cometi, me senti à vontade para gravar novamente – e sem erros:

Todos os dias, corrijo redações de alunos candidatos à diplomacia e, muitas vezes, me esqueço de que um dia eu também tive que aprender aquele idioma. Outro dia, olhando os meus livros, me deparei com um bem antigo, que tinha usado para aprender francês. Havia muitas redações dentro deles e comecei a ver o quanto eu já tinha errado…

Tente fazer isso. Consulte um livro antigo, que você usou para aprender uma língua e veja o quanto você errou. Esses erros fazem parte da nossa história linguística, foram eles que nos formaram e que ainda nos formam!

Muitos desses erros não fazem mais parte da nossa vida, mas outros ainda estão presentes. E, quando os do presente desaparecerem, surgirão novos e assim sucessivamente. O melhor a fazer é aproveitar este ciclo!

2. Um projeto de 2008…

Aproveitando o tema, gostaria de contar sobre um projeto antigo, de 2008, quando estava estudando e buscando melhorar três idiomas simultaneamente: inglês, francês e italiano.

A ideia era simples: em um blog, escreveria textos nos três idiomas e pediria que amigos que dominassem o idioma melhor do que eu (incluindo nativos), me corrigissem. A partir das correções, publicaria uma versão final, um texto sem erros.

Eis como se dava o fluxo de publicação:

Rascunho → Publicação → Correção → Publicação da versão Final

Que tal começar um projeto deste tipo? Essa é uma ideia para você colocar em prática agora mesmo! Crie um blog para praticar um idioma! Além de textos, você pode publicar vídeos e áudios e, assim, praticar e melhorar a sua oralidade. O que acha da sacada?

E já que estou falando em criar coragem para enfrentar seus erros, vou expor alguns dos meus por aqui. Pode ser que você não tenha entendido os vídeos em japonês, mas é bem provável que possa compreender o texto seguinte, escrito em italiano.

Quero deixar claro que é um texto que escrevi há 7 anos e que não representa de forma alguma meu domínio atual do idioma. 

Tenho algo interessante a comentar: há diferentes tipos de erros. Quando estou iniciando, cometo erros básicos e,  logo que deixo de cometê-los, outros tipos começam a surgir. Não erro mais concordância e nem artigos contraídos, mas posso errar o emprego de palavras com diferenças sutis ou a ordem da estrutura da frase, por exemplo.

Que tipo de erro você tem cometido?

Meu texto em italiano

farfalla

Una farfalla vola su di me

 

- Prima versione

Una farfalla vola su di me.
Mi ricorda quella frase:
“Nei inermi campi aridi
sognano ancora le farfalle.”
Ma che sognano questi esseri colorati?
Devo sognare anch'io?
Mi hanno detto che l'unica maniera
di raggiungere la felicità è togliendo i desideri,
la cupidigia, i sentimenti
che non ci fanno vivere questa vita.
Come togliere la volontà di amare,
di vivere, di scrivere? Dove la butterò via?
E chi ha detto che non esiste
felicità senza sofferenza?
Sì, io soffro.
Soffro perchè non ho paura
di domandarmi cosa sono,
cosa posso essere, esserci
e se devo trattenere i miei sogni.
Ma, sai...
Non mi conosco e nemmeno la felicità...
Conosco invece l'amore, i suoi doni
e le sue intenzioni così limpide.
Porterà l'amore alla felicità?
E perchè non sono felice?
Perchè vivo ancora sotto le nuvole nere
di tutte le cose?
Forse non conosco così bene l'amore,
il suo significato
che si reca lontano dai nostri pensieri
e non è altro che l'azione.
Posso pensare con l'amore,
ma devo agire con l'amore
per amare. Non si ama coi pensieri...
E la stessa farfalla
mi viene sulle dita.
La guardo e la dico:
“Mi scusi, non dirò più
che mi gioverebbe vivere come Lei,
lo so che, come me, sta cercando qualcosa.”
Mi ride e vola:
“Aspetti, la ha già trovata?”
- Versione finale

Una farfalla vola su di me.
Mi ricorda quella frase:
“Negli inermi campi aridi
sognano ancora le farfalle.”
Ma che sognano questi esseri colorati?
Devo sognare anch'io?
Mi hanno detto che l'unica maniera
di raggiungere la felicità è togliendo i desideri,
la cupidigia, i sentimenti
che non ci fanno vivere questa vita.
Come togliere la volontà di amare,
di vivere, di scrivere? Dove la butterò via?
E chi ha detto che non esiste
felicità senza sofferenza?
Sì, io soffro.
Soffro perchè non ho paura
di domandarmi cosa sono,
cosa posso essere, esserci
e se devo trattenere i miei sogni.
Ma, sai...
Non mi conosco e nemmeno la felicità...
Conosco invece l'amore, i suoi doni
e le sue intenzioni così limpide.
Porterà l'amore alla felicità?
E perchè non sono felice?
Perchè vivo ancora sotto le nuvole nere
di tutte le cose?
Forse non conosco così bene l'amore,
il suo significato
che si reca lontano dai nostri pensieri
e non è altro che l'azione.
Posso pensare con l'amore,
ma devo agire con l'amore
per amare. Non si ama coi pensieri...
E la stessa farfalla
mi viene sulle dita.
La guardo e le dico:
“Mi scusi, non dirò più
che mi gioverebbe vivere come Lei,
lo so che, come me, sta cercando qualcosa.”
Mi ride e vola:
“Aspetti, l'ha già trovata?”

As correções recebidas pelo blog do projeto foram as seguintes:

1. Nei inermi campi aridi – Negli inermi campi aridi
2. La guardo e la dico – La guardo e le dico
3. la ha già trovata? – l’ha già trovata?

Poucos erros, não é? Mesmo assim, aprendi bastante com eles. 

O primeiro deles foi realmente falta de atenção (lá vem o aluno se justificando…): enquanto escrevia, troquei a ordem dos elementos de campi inermi e inermi campi e esqueci de mudar o artigo de nei para negli

Mesmo tendo sido uma pequena falta de atenção, ainda me lembro muito bem quando fui corrigido e nunca mais deixei de atentar a mudanças de artigos em textos que estou escrevendo. Viu como funcionou? Não erro mais.

Há muitos meios para fazer com que um erro se torne um acerto.

E assim aconteceram várias vezes. Sou capaz de me lembrar muito bem do exato momento em que recebi diversas correções. Não apenas na escrita, mas também na fala. É fundamental entender que precisamos aproveitar esses momentos, sem tristeza pelos erros e nem raiva porquem nos corrigiu. Há muitas técnicas para fazer com que um erro se torne um acerto.

Essa técnica que sugeri é apenas uma das que podemos utilizar para melhorarmos nosso nível de conhecimento no idioma que estamos estudando e é mais voltada para a expressão escrita. Mas, enquanto você está falando em um outro idioma, por exemplo, você pode pedir para seu interlocutor fazer correções e apontar caminhos para se aprimorar.

Quando morei na França, buscava sempre melhorar minha expressão oral fazendo o seguinte:

1. Pedia para que me corrigissem enquanto falava;
2. Tirava minhas dúvidas sobre a língua, sem vergonha de passar vergonha;
3. Perguntava quais expressões eram mais comuns para aquela ocasião [lembro de ter usado “s’accoutumer” (acostumar-se) em uma conversa informal, por estar mais próximo do português, claro. Depois de um olhar de estranheza, perguntei que expressão deveria ter usado e me disseram que o melhor era ter usado “s’habituer”. Nunca mais esqueci!];
4. Andava com um caderninho em que anotava expressões interessantes e fazia de tudo para incorporá-las ao meu vocabulário.

Caderno de Expressões

E foi assim que aprendi centenas de expressões em francês… Errando, perguntando e anotando.

Entendeu como funciona? Aprender um idioma é um processo que envolve erros constantes. Só precisamos saber como aproveitá-los. Neste artigo, você pôde ver um exemplo de uma técnica para melhorar a escrita a partir da criação de um blog e um pouco sobre como aprimorar a oralidade a partir de seus próprios erros, mantendo um caderno de anotações e estando aberto para correções.

Gostaria de saber mais sobre o assunto? Não deixe de tirar suas dúvidas no espaço dos comentários. Ele é todo seu! Um grande abraço e até a próxima!

 

Sobre o autor | Website

Igor Barca domina inglês, francês, italiano e espanhol e estuda alemão e japonês. Sua missão é aprender ao menos 10 idiomas e ajudar você a aprender também!

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