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Como estudar a pronúncia e porque ela deve ser priorizada

Estudar a pronúncia é fundamental para quem estiver começando os estudos de um novo idioma. É preciso saber articular bem os sons para ser bem entendido. Mas como estudar a pronúncia? Neste artigo, você encontrará excelentes dicas de como fazê-lo!

pronuncia

Ter uma boa pronúncia é essencial para ser bem entendido

Só somos entendidos quando falamos e, quando falamos, não temos como escapar: é preciso fazer com os sons saiam corretamente do nosso aparelho fonador para sermos bem entendidos. Fiquei tentado em escrever “boca” na última frase, mas uma boa pronúncia envolve muito mais do que a boca. Língua, pulmões, traqueia, laringe, lábios, dentes… Vários órgãos se associam para fazer com que possamos nos expressar oralmente. É claro que não precisamos entender o funcionamento de cada um deles, mas é sempre bom estar consciente do papel de uma boa pronúncia na comunicação e do esforço que devemos fazer para pronunciar uma palavra corretamente.

Um outro ponto fundamental é não confundir pronúncia com sotaque. A pronúncia é como os sons são realizados e o sotaque é a maneira com que articulamos os mesmos sons. É só parar e tentar se lembrar de quantos sotaques nós temos no Brasil e perceber que, apesar de falarmos de formas diferentes, emitimos os sons de um mesmo idioma, o português. Sempre achei incrível que em um país de grandes proporções como o Brasil, tenhamos um idioma comum para todos os seus habitantes. Isso é realmente fenomenal.

Mas essas observações são apenas pequenas reflexões para introduzirmos o tópico de hoje: a pronúncia. Como podemos estudar a pronúncia e por que ela deve ser priorizada? Essa é a pergunta que Nathalia, convidada do Missão Poliglota desta semana, vai tentar responder neste artigo. Ela vai dar dicas essenciais para melhorar a pronúncia, nos trazer exemplos e nos apresentar a tabela do alfabeto fonético internacional. Muito bom, não é? Espero que gostem! A partir de agora, é ela que está com a palavra!

Quando se decide aprender um novo idioma, há tantas coisas a serem aprendidas: gramática, pronúncia, vocabulário, formalidades, escrita etc., que frequentemente ficamos perdidos. Com os dois últimos idiomas que comecei a estudar (francês e alemão), resolvi me dedicar primeiramente a algo que negligenciei quando aprendi meus dois primeiros idiomas (espanhol e inglês): a pronúncia.

A primeira razão para aprender a pronúncia primeiro é a seguinte: você não precisa ter vocabulário. Pode parecer estranho, mas é verdade. Pronunciar bem um idioma depende mais de interpretar bem sinais gráficos ou repetir bem signos sonoros. Um exemplo simples, você começou a estudar espanhol e ainda não sabe nada, tão pouco pode deduzir o significado da frase “El cielo es azul”. Mas, em um livro que ensina a fonética do espanhol castelhano, você encontrará as seguintes explicações:

a) A vogal e é sempre fechada;

b) A letra l (ele) nunca tem som de u. O l (ele) espanhol sempre soa como o l (ele) do português de Portugal;

c) O c seguido de das vogais e e i é pronunciado como o th do inglês. Por isso, para pronunciar “ce” e “ci” deve-se colocar a língua entre os dentes. A pronúncia da letra z tem a mesma característica, não importando a vogal que vem em seguida;

d) A letra s tem o som do ss do português;

e) A pronúncia da vogal u é similar ao u do português.

Parece simples, mas imagina a variedade de forma que um brasileiro pode pronunciar:

a) El – “êu”, “éu”, “él”;

b) Cielo – “siélô”, “sieló”, “siélu”, “siêlu”;

c) Azul – “ázul”, “ázu”;

d) Casa – “cáza”, “cazá”.

Agora, imagina um brasileiro que nunca escutou espanhol na vida, mas pela proximidade dos idiomas, consegue deduzir o significado da frase. Ele pode ler e entender um livro simples em espanhol, mas com certeza, vai pronunciar errado. Escolhi dar o exemplo do espanhol, porque é o idioma com a pronúncia mais regular e simples que conheço. O espanhol tem apenas 5 fonemas vocálicos e a maioria dos hispanófonos pronuncia muito bem as palavras. Agora, imagina a dificuldade de alguém que quer aprender o inglês que tem 12 fonemas vocálicos e pronúncia irregular.

Para facilitar a vida desses estudantes existe o AFI (Alfabeto fonético internacional), que pode ajudar bastante o estudante que está disposto a aprendê-lo (eu particularmente tenho dificuldades em associar os sons com os caracteres). Esse alfabeto, usado na maioria dos dicionários do mundo, representa de forma padronizada os sons do idioma falado.

IPA_chart_2005

Tabela completa do alfabeto fonético internacional (em inglês)

Assim, a frase em espanhol “El cielo es azul” transcrito ao AFI ficaria assim “El ˈθjelo es aˈθul”. Repare que, nesta frase, as letras c e z têm a mesma representação gráfica. O pequeno sinal gráfico (apóstrofe) representa a sílaba tônica da palavra, o que não quer dizer que esta vogal seja aberta.

Para deixar as coisas mais interessantes e eu te convencer da importância de se aprender a pronunciar bem, vamos ver um exemplo em inglês:

exemplo-pronuncia-ingles

É difícil aprender as pequenas nuances na pronúncia do inglês, como a diferença entre as palavras “sheep” e “ship” ou “cheap” e “chip” apenas lendo as palavras, mesmo se você já tem alguma noção no idioma. Essas diferenças sutis são percebidas melhor no alfabeto fonético. Sendo assim, aconselho a quem quer ter uma boa pronunciação a aprender o AFI.

Consertar maus hábitos é mais difícil do que criar bons hábitos. Pronunciar palavras e frases de maneira incorreta desde o início torna difícil a posterior correção desses erros.

Espero que já tenha te convencido a estudar a pronúncia, mas precisa mesmo ser uma prioridade? Sim, precisa. A razão é simples: consertar maus hábitos é mais difícil do que criar bons hábitos. Se você pronunciar as palavras e frases de maneira incorreta desde o começo vai ser difícil consertar esses erros depois. E, falo isso com propriedade, pois apesar de entender muito bem o inglês, cometo muitos erros de pronúncia até hoje, só percebo que errei a pronúncia depois que a palavra já saiu da minha boca. Parece algo de menor importância, mas imagine um estrangeiro te dizendo o quanto ele gosta de coco para você: “Eu amo cocô”. Pode ser um exemplo bobo, mas uma boa pronunciação pode mudar todo o sentido de uma frase.

Dicas de como estudar e melhorar a pronúncia

  • Aprenda a utilizar o AFI, como já explicado, ele é de grande ajuda.

  • Ouça e repita com cuidado, para isso utilize sites de pronúncia como Forvo e How J say.

  • Pronúncia correta depende do uso correto da estrutura do trato vocal. Isso quer dizer que você deve aprender a usar bem seus músculos e outras estruturas: lábios, língua, garganta, dentes, cordas vocais, etc. Para isso, procure vídeos ou figuras que expliquem como a boca se movimenta e a posição da língua. Muitas explicações podem ser achadas no Youtube.

  • Vendo TV, filmes, noticiários preste atenção no movimento da boca, mas não se esqueça da prosódia, isto é, o estresse, entonação, acento e ritmo.

  • Observe falantes nativos e imite usando um espelho. A melhor maneira é ao vivo, mas imitar a partir de vídeos do Youtube também funciona.

  • Peça sempre que possível para um nativo corrigir, às vezes, achamos que estamos falando corretamente, mas estamos pronunciando algo completamente diferente.

  • E, é claro, aprender canções. Mas, tente sempre escolher cantores que pronunciam bem as palavras. No geral, cantores que pronunciam bem são aqueles que cantam mais lentamente e não alongam exageradamente as sílabas no fim de um verso. Eu aconselho os clássicos como Frank Sinatra ou Jacques Brel.

Para concluir, gostaria de salientar que falar com boa pronúncia é muito diferente de soar como um nativo. Tenha em mente que o seu objetivo não é se passar por um falante nativo da língua alvo, mas ter uma pronúncia clara, inteligível e agradável aos ouvidos.

Espero que os leitores do blog Missão Poliglota tenham gostado do meu post. Agradeço ao Igor pelo convite. Qualquer dúvida podem comentar abaixo.

Nathalia 1

Nathalia é uma garota nerd que adora aprender idiomas. Além do português, ela fala inglês, espanhol e francês. Atualmente, ela está aprendendo alemão. Você pode acompanhá-la no site Polyglot Nerd, ou nas redes sociais Facebook, Twitter, Tumblr e Youtube.

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Sobre o autor | Website

Igor Barca domina inglês, francês, italiano e espanhol e estuda alemão e japonês. Sua missão é aprender ao menos 10 idiomas e ajudar você a aprender também!

5 Comentários

  1. Arthur Kussumoto says:

    Toda vez que vou aprender a pronúncia de uma palavra eu a escuto no google translator e no Forvo. Também sempre procuro dicas no YouTube, especialmente de pronúncia, e em um desses vídeos vi a dica de aprender o AFI.
    Gostei muito de ler as dicas desse artigo, não tinha pensado em imitar um nativo falando em frente ao espelho.E realmente as músicas que são catadas mais devagar são melhores para aprender a pronúncia, já tinha reparado isso nas músicas do Michael Bublé.

    • igorbarca says:

      Eu gosto muito do site Forvo. É realmente incrível. O AFI ajuda bastante, não apenas porque você pode ler em um dicionário, por exemplo; mas também porque faz você ir mais longe no estudo da fonética.
      Há uma outra técnica parecida chamada de “shadowing”: a ideia é essa, imitar um nativo – a sua pronúncia, entonação e cadência. Eu gosto de fazer isso com audiobooks!

      • Arthur Kussumoto says:

        Muito boa sua dica!
        A propósito, imitar um nativo na frente do espelho é uma forma de “shadowing” também então!

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